Com base na minha referência, fiz um esboço simples, sem muitos detalhes, pois me traz mais liberdade na hora de pintar. Sinto que, quanto mais detalhes no desenho, mais preso a ele ficamos. Isso pode afetar o gestual da pintura. Como meu estilo é mais solto, gosto de iniciar essa fluidez já no traço inicial.
Antes de começar a pintura, eu pensei muito na minha atmosfera, na sensação que eu gostaria de sentir ao olhar a pintura. Como a minha ideia era um final de tarde primaveril, fez todo o sentido para mim trazer tons levemente roxos e rosados no céu combinados com o amarelo Nápoles. Na grama, optei por um verde mais queimado para harmonizar com as flores em magenta e manter o equilíbrio da paleta.
Pintar uma paisagem vai além de reproduzir fielmente uma referência, é sobre criar sensação, emoção e presença.
E você, quando começa uma pintura, qual é o seu planejamento?





